quinta-feira, 30 de junho de 2011

Brasil Colônia

História do Brasil Colônia

O Período Colonial

Tratado de Tordesilhas, Descobrimento do Brasil, Capitanias Hereditárias, Exploração do pau-brasil, escravidão indígena e africana, ciclo da cana-de-açúcar, domínio holandês no Brasil, bandeirantes, ciclo do ouro, Guerra dos Emboabas, Revolta de Filipe dos Santos, Inconfidência Mineira e Pacto Colonial.


Engenho de açúcar da época colonial

O Período Pré-Colonial: A fase do pau-brasil (1500 a 1530)

A expressão "descobrimento" do Brasil está carregada de eurocentrismo (valorização da cultura européia em detrimento das outras), pois desconsidera a existência dos índios em nosso país antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pelo termo "chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de 1500, data que inaugura a fase pré-colonial.

Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portugueses não se fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil da Mata Atlântica.

O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração, os portugueses utilizaram o escambo, ou seja, deram espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas).

Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494). Os corsários ou piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro para um outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.

Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas.

No ano de 1530, o rei de Portugal organizou a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.

O açúcar era um produto de muita aceitação na Europa e alcançava um grande valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil. A mão-obra-obra escrava, de origem africana, foi utilizada nesta fase.

Administração Colonial

Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e de empresários.

Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.

Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.
A capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país.

A economia colonial

A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.

As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.

O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.

A sociedade Colonial

A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos de origem africana.

Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos.

A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos escravos).


Invasão holandesa no Brasil

Entre os anos de 1630 e 1654, o Nordeste brasileiro foi alvo de ataques e fixação de holandeses. Interessados no comércio de açúcar, os holandeses implantaram um governo em nosso território. Sob o comando de Maurício de Nassau, permaneceram lá até serem expulsos em 1654. Nassau desenvolveu diversos trabalhos em Recife, modernizando a cidade.

Expansão territorial: bandeiras e bandeirantes

Foram os bandeirantes os responsáveis pela ampliação do território brasileiro além do Tratado de Tordesilhas. Os bandeirantes penetram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

O século do Ouro: século XVIII

Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas Casas de Fundição.

A descoberta de ouro e o início da exploração da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.

Cidades começaram a surgir e o desenvolvimento urbano e cultural aumentou muito nestas regiões. Foi neste contexto que apareceu um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil : Aleijadinho.

Vários empregos surgiram nestas regiões, diversificando o mercado de trabalho na região aurífera. Igrejas foram erguidas em cidades como Vila Rica (atual Ouro Preto), Diamantina e Mariana.

Para acompanhar o desenvolvimento da região sudeste, a capital do país foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.

Revoltas Coloniais e Conflitos

Em função da exploração exagerada da metrópole ocorreram várias revoltas e conflitos neste período:

Guerra dos Emboabas : os bandeirantes queriam exclusividade na exploração do ouro nas minas que encontraram. Entraram em choque com os paulistas que estavam explorando o ouro das minas.

Revolta de Filipe dos Santos : ocorrida em Vila Rica, representou a insatisfação dos donos de minas de ouro com a cobrança do quinto e das Casas de Fundição. O líder Filipe dos Santos foi preso e condenado a morte pela coroa portuguesa.

Inconfidência Mineira (1789): liderada por Tiradentes, os inconfidentes mineiros queriam a libertação do Brasil de Portugal. O movimento foi descoberto pelo rei de Portugal e os líderes condenados.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

HISTÓRIA - HISTÓRICO DA DISCIPLINA

HISTÓRIA

HISTÓRICO DA DISCIPLINA


O ensino de História na Educação Básica, busca despertar reflexões a respeito de aspectos políticos, econômicos, culturais, sociais e das relações entre o Ensino da Disciplina e a Produção do conhecimento histórico.

O ensino de História pode ser analisado, sob duas perspectivas: uma que o compreende a serviço dos interesses do Estado, e outra que privilegia as contradições entre a Historia apresentada nos currículos e nos livros didáticos e a Historia ensina na cultura escolar.

Nas Diretrizes podemos analisar o ensino de História na década de 70 até os dias atuais, a partir das tensões identificadas entre as propostas curriculares e a produção historiográfica inserida nas praticas escolares.

A História passou a existir como disciplina escolar com a criação do Colégio Pedro II em 1837. No mesmo ano foi criado o Instituto Histórico e Geográfico brasileiro que instituiu a História como disciplina acadêmica.

O currículo oficial de História tinha como objetivo legitimar os valores aristocráticos, no qual o processo histórico conduzido por lideres excluía a possibilidade das pessoas comuns serem entendidos como sujeitos históricos.

O conteúdo de História do Brasil, ficou relegado a um espaço restrito do currículo, que devido a sua extensão dificilmente era tratado pelos professores nas aulas de Histórias.

O ensino de Historia não tinha espaço para analise e interpretação dos fatos, mas objetivava formar indivíduos que aceitassem e valorizassem a organização da Pátria.

A disciplina tinha como prioridade ajustar o aluno ao cumprimento dos seus deveres patrióticos e privilegiava noções e conceitos básicos para adaptá-los à realidade. A História continuava tratada de modo linear, cronológico e harmônico, conduzida pelos heróis em busca de um ideal de progresso de nação.

Na década de 70, o ensino dessa disciplina era predominante tradicional, tanto pela valorização de alguns personagens como sujeitos da História e de sua atuação em fatos políticos, quanto pela abordagem dos conteúdos e de forma factual e linear, formal e abstrato, sem relação com a vida do aluno. A prática do professor era marcada por aulas expositivas, a partir das quais cabia aos alunos a memorização e repetição do que era ensinado como verdade.

Vários fatores marcaram o currículo de História na rede publica estadual até o ano de 2.002. No ano seguinte, inicio-se uma discussão coletiva envolvendo professores da rede estadual com o objetivo de novas Diretrizes Curriculares Estaduais para o ensino de História.

Com a Lei nº 13.381/01, torna obrigatórios, os conteúdos de Historia do Paraná no Ensino Fundamental. E a Lei nº 10.639/03, inclui no currículo oficial a obrigatoriedade da Historia e Cultura Afro-brasileira e Africana. E a Lei nº 11.645/08, que inclui no ensino da Historia e Cultura dos povos indígenas do Brasil torna-se obrigatória na disciplina de Historia.

A organização do currículo para o ensino de Historia tem como referência os conteúdos estruturantes, entendidos como conhecimento que aproximam e organizam os campos da História e seus objetivos. Os conteúdos estruturantes relação de trabalho, relações de poder e relações culturais podem ser identificados no processo histórico da constituição da disciplina e no referencial teórico que sustenta a investigação histórica em uma nova racionalidade não-linear e temática.


JUSTIFICATIVA

A disciplina de Historia tem como objetivo priorizar o ajustamento do aluno no cumprimento dos deveres patrióticos e privilegiar as noções e conceitos básicos para adaptá-los a realidade, o ensino de Historia não tinha espaço para analise critica e interpretação dos fatos, o aluno só memorizava e repetia o que era ensinado como verdade, nos dias atuais os conteúdos significativos, com a realidade do seu cotidiano. A disciplina de História busca despertar nos alunos os acontecimentos do passado para entender o presente, o educando tem oportunidade de despertar reflexões e o censo critico, formando cidadãos patrióticos e participativos nos aspectos políticos, econômicos culturais e sociais.


FUNDAMENTAÇÃO TEORICA METODOLÓGICA

Na concepção de História, as verdades prontas e definidas não tem lugar, porque o trabalho pedagógico na disciplina deve dialogar com várias vertentes tanto quanto recusar o ensino de História marcado pelo dogmatismo e pela ortodoxia.

A História tem como objetivo de estudo os processos históricos relativos às ações e às relações humanas praticadas no tempo. As relações humanas produzidas por essas ações podem ser definidas como estruturas sócio-histórica, formas de agir, pensar, sentir, representar, imaginar, instituir, e de se relacionar social, cultural e politicamente, buscando compreender e interpretar os sentidos que os sujeitos atribuem às suas ações.

A História busca superar as carências humanas fundamentadas por meio de um conhecimento constituído por interpretações históricas, já o ensino de História é a formação de um pensamento histórico a partir da produção do conhecimento.

O conhecimento histórico possui formas diferentes de explicar seu objeto de investigação, a partir das experiências dos sujeitos e do contexto em que vivem, é o caso das correntes historiográficas que contribuem para a formação do pensamento histórico.

Essas correntes historiográficas, Nova História, Nova História Cultural e Nova Esquerda Inglesa se desenvolveram na segunda metade do século XX e propuseram, de forma radical, a construção de uma nova racionalidade não-linear do pensamento histórico sem eliminar as necessárias contribuições da antiga racionalidade.

A Nova História ganha novos contornos a partir de 1960, seu método se fundamenta em uma abordagem social das fontes, os historiadores problematizavam e serravam um conjunto imenso de documentos produzidos por uma sociedade num período de longa duração. A partir daí decifravam e analisavam as grandes estruturas sociais, econômicas ou culturais e suas respectivas relações e transformações, contribuindo para a demarcação de seus múltiplos objetos.

A primeira contribuição trazida pela Nova História foi a abertura para novos problemas, novas perspectivas teóricas e novos objetos desenvolvidos a partir das propostas historiográficas das gerações dos Anmales. E também se contrapõe a uma racionalidade histórica linear. Com a introdução de novas temporalidades ligadas às durações (curta, média e longa) e a valorização das estruturas que determinam a ação humana, suas relações e transformações.

Tanto a nova História como a Nova História Cultural usam a palavra “nova” para distinguir as produções historiográficas das formas anteriores, e a palavra “Cultura” para diferenciar da História intelectual, que abrange formas de pensamento, antiga História das Idéias e também História social.

Com as abordagens proposta pela nova historia cultural, como a micro-história antropologia histórica e a história do cotidiano, o passado vivido foi interpretado como um tempo distinto do contexto do presente sustentou-se com isso a distinção entre o presente e o passado.

A História, pode se beneficiar dessa correntes porque ela valoriza a diversificação de documentos, como imagens, canções, objetos arqueológico, entre outros, na construção do conhecimento histórico, permite relações interdisciplinares com outras áreas do conhecimento, desenvolve uma consciência histórica que leva em conta as diversas práticas culturais dos sujeitos, sem o abandono do rigor do conhecimento histórico.

As contribuições da Nova Esquerda Inglesa surgida em 1956, consideram a subjetividade as relações entre as classes e a cultura, defendem que a consciência de classes se constrói nas experiências cotidianas comum, a partir das quais são tratadas os comportamentos, valores, condutas, costumes e culturas.

O conceito de poder também é fundamental, a Nova Esquerda Inglesa busca superar as visões mecânicas e reducionistas da corrente tradicional marxista, e da história metódica, calcado em fatos históricos determinados e aliado a figura de heróis.

Os historiadores procuram analisar a concepção de poder de forma à apresentar outros atores sociais e outros espaços de poder, o que ficou conhecido como a “história vista de baixo”.

Uma das contribuições da Nova Esquerda Inglesa foi a superação da racionalidade histórica linear ligada ao marxismo clássico pautada na secessão dos modos de produção. Outra contribuição é que ela continua a defender uma concepção de história entendida como experiências do passado de homens e mulheres e sua relação dialética. Com a produção material, valorizando as possibilidades de luta e transformação social e a construção de novos projetos do futuro.

Deve-se levar em consideração que a valorização de múltiplos sujeitos introduz temporalidades distintas das produzidas pelos Europeus; as fontes produzidas por eles permitem o surgimento de explicações e interpretações históricas distintas das europeias, embora sejam relacionadas com elas.

Cidadania

CIDADANIA: direito de ter direitos

É muito importante entender bem o que é cidadania. É uma palavra usada todos os dias e tem vários sentidos. Mas hoje significa, em essência, o direito de viver decentemente.
Cidadania é o direito de ter uma idéia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico ou quem seja que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido.
Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública.

DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel. São Paulo: Ática, 1998.

ATIVIDADES (as respostas deverão ser feitas no caderno)

1) Você já sabe que Gilberto Dimenstein pensa sobre cidadania. E para você, o que significa cidadania?
2) O que é ter direito a viver decentemente?
3) Ter direito a estudar é um exemplo de cidadania? Por quê?
4) Na África do Sul, nas décadas de 80 e 90 do século XX, houve o apartheid (regime racista), que proibia a população negra de exercer a cidadania. Por exemplo, os negros eram proibidos de votar. Você acha que no Brasil existe algum tipo de apartheid, isto é, há preconceitos em nossa sociedade? Quais? E por quê?
5) Com a ajuda do seu professor, faça a relação entre cidadania e democracia.
6) Explique o título Cidadania: direito de ter direitos. O que é ter direitos?
7) agora, leia abaixo o poema Cidadania, do poeta Thiago de Mello:

Cidadania
Cidadania é dever
de povo.
Só é cidadão
quem conquista o seu lugar
na perseverante luta
do sonho de uma nação.
É também obrigação:
A de ajudar a construir
a claridão na consciência
de quem merece o poder.
Força gloriosa que faz
um homem ser para outro homem,
caminho do mesmo chão,
luz solidária e canção.

Responda:

a) Para Thiago de Mello, o que é cidadania? É a mesma visão que tem Gilberto Dimenstein?
b) Gilberto Dimenstein escreve que cidadania é também poder votar em quem quiser sem constrangimento. Leia alguns dos significados da palavra VOTO:

1. Desejo íntimo. 2. Manifestação da vontade ou da opinião individual em assembleia ou ato eleitoral; decisão.

Agora responda:

Você acha importante ter direito ao voto? Por quê?
8) Para votar, é preciso obter o título de eleitor:
a) Você já participou de uma eleição? De que modo você participou? A partir de que idade pode-se fazer o título de eleitor?
b) que critérios você considera importantes na hora de escolher o candidato em que vai votar?
c) os políticos em época de campanha eleitoral dizem, se eleitos forem, praticar a ética na política. Pesquise o significado da palavra ética.

FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA


Regras básicas para a cidadania

· 1. Ser solidário: Solidariedade é um laço que nos vincula aos outros indivíduos. Hoje, é uma palavra de ordem para a harmonia social. Prestar o bem aos semelhantes, ajudá-los, mostrar compreensão, honestidade e preocupação com todas as pessoas é uma das maiores virtudes que se pode ter. uma das ferramentas das mais sólidas para construir uma sociedade mais justa.

· 2. Ter respeito: Seja no trânsito, na escola, no trabalho, na rua ou dentro do ônibus, respeitar as outras pessoas é princípio básico para também ser respeitado. Não esqueça: a liberdade de uma pessoa termina onde começa a liberdade da outra.

· Ser sincero: Quando buscamos a confiança de outras pessoas, devemos ser sinceros em tudo o que fazemos, em nossas palavras, em nossas ações e em nossos pensamentos. Na sinceridade não existe espaço para a hipocrisia, para a mentira, para a falsidade e para a traição. Sendo sinceros, ganhamos a lealdade, a confiança e mais facilmente a amizade de outras pessoas.

· Dizer sempre a verdade: Dizendo a verdade, ganha-se confiança. Pela confiança, ganha-se a amizade. A harmonia e o progresso social depende e muito dessas qualidades.

· Cooperar: Participar é sempre fundamental. A cooperação entre as pessoas de bons valores constrói caminhos de esperança para toda a sociedade.

· Não agredir o seu semelhante: seja por palavras ou mesmo por agressão física, violência sempre gera violência. Devemos sempre dizer não a qualquer tipo de violência e agressão.

· Ter bondade, educação e responsabilidade: Ser educado e procurar sempre fazer o bem são duas virtudes de maior prestígio dentro da sociedade. Os bons exemplos são sempre seguidos, por isso quem bondade dá, com bondade será retribuído. Devemos ser também responsáveis, assumindo sempre tudo aquilo que fazemos. Ter liberdade é saber arcar com todas as nossas obrigações, com nossas responsabilidades.

· Perdoar: Ao manter ressentimento de alguém, nunca se tem o repouso devido para o corpo e para a alma. O rancor não leva a lugar nenhum, apenas serve para criar mais problemas.

· Dialogar: Muitos problemas, brigas, discussões e incompreensões poderiam ser facilmente resolvidos se existisse diálogo entre as pessoas envolvidas. Procure sempre conversar, trocar idéias, experiências, buscar explicações e, antes de tudo, aprenda a conhecer as outras pessoas.

· Agir conforme a consciência de acordo com os valores éticos e morais: Não estamos sozinhos no mundo e tudo aquilo que não queremos para nós também não devemos fazer às outras pessoas, Aprender a conviver é essencial para melhor saborearmos nossa vida.

Direitos do Cidadão

· 1. Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
· 2. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de sexo, raça, trabalho, credo religioso ou convicções políticas.
· 3. Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei.
· 4. É inviolável o sigilo de correspondência.
· 5. É plena a liberdade de consciência e livre o exercício dos cultos religiosos que não contrariem a ordem pública e os bons costumes.
· 6. É livre a manifestação de pensamento, de convicção política ou filosófica bem como a prestação de informações, independentemente de censura, respondendo cada um pelos abusos que cometer.
· 7. Todos temos direito a uma cidadania. Todo cidadão tem direito a uma Pátria.
· 8. A todos os cidadãos é reservado o direito de organização partidária e participação pelo voto.
· 9. A casa é o asilo inviolável de cada indivíduo.
· 10. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, observadas as condições de capacidade que a lei estabelecer.

Ética e Cidadania: o bom cidadão

Como você já sabe, não vivemos sozinhos. Todos os dias estamos em contato com outras pessoas: em casa, com os nossos pais, na escola com os professores, funcionários, diretores e colegas de classe, na nossa rua e no nosso bairro com os nossos vizinhos, etc.

Moramos em uma cidade, que faz parte de um Estado, que faz parte de um país, que é o Brasil. E pela união de todos que aqui trabalham, estudam, lutam para fazer um país melhor que se constituiu a grande família brasileira: a NAÇÃO.

E cada pessoa que faz parte dessa imensa família é um cidadão. A Constituição, que é a lei máxima do País, garante a todos que aqui nasce o direito à cidadania, mas ser cidadão significa muito mais. Significa saber conviver com outras pessoas dentro de uma sociedade, respeitando e seguindo os valores morais e trabalhando para criar um mundo melhor.

Todos temos direitos e deveres. Temos direito à saúde, à educação, ao trabalho, à cidadania. Respeitar a liberdade de cada um, cultivar sempre a amizade e oferecer ajuda a outras pessoas são alguns dos nossos deveres principais, tanto de cidadãos como de seres humanos. Só assim poderemos construir um país mais digno. Isso é ser CIDADÃO.